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Uma comissão de agentes do Centro de Progressão Penitenciária(CPP) III "Professor Noé de Azevedo", o antigo Instituto Penal Agrícola(IPA) de Bauru, buscou se organizar e buscar entendimento junto aos órgãos públicos sobre a possibilidade de alteração do local de funcionamento da unidade, que foi destruída em janeiro de 2017 após um incêndio causado por detentos durante uma rebelião, que resultou na fuga de diversos presos.

Essa organização dos servidores tem rendido bons frutos, e o Sifuspesp parabeniza a iniciativa, apresentando a seguir o resumo da última reunião que estes trabalhadores do sistema tiveram com o prefeito Clodoaldo Gazzetta(PSD) na última segunda-feira, 15/01. Exaltamos a união e o exemplo desses funcionários, e esperamos que este espírito de organização dos trabalhadores em sua unidade contagie toda a categoria na luta por seus direitos.

 

AOS SERVIDORES DO CPP III DE BAURU

Resumo da reunião com o Prefeito Municipal de Bauru ocorrida em 15/01/2018.

 

Questionado acerca da reportagem do Jornal da Cidade do dia 24/12/2017, onde se noticiou que a prefeitura protocolou pedido junto ao Governo do Estado no sentido de repassar uma gleba de terra para fins de construção de moradias e instalação de um novo distrito industrial, o prefeito de Bauru, Clodoaldo Gazzetta, negou qualquer interesse da prefeitura na área pertencente à este Centro de Progressão.

Com base nisso, ele se comprometeu em especificar quais terrenos poderão ser repassados ao município, ato que só será concluído quando da negociação de destinação de áreas com o Governador do Estado.

Em suas explicações o prefeito afirmou: “Não existe nenhuma solicitação da prefeitura para fechamento do IPA. O vetor de desenvolvimento da cidade para moradia não é na região norte, e sim na região leste”.

Acrescentou, também “No norte temos a ideia inicial de expandir o distrito (industrial) 5. Nós só solicitamos para o estado a doação da área, porque faz parte da mesma matrícula. Mas não que a parte do IPA ficaria dentro da área doada pelo estado. É que nós tínhamos que pedir a área total, por estar na mesma matrícula. Não temos nenhum interesse de assumir o IPA e muito menos aquele pedaço”.

No decorrer do diálogo, o próprio prefeito lembrou que a região do CPP 3 de Bauru faz parte da APA (Área de Proteção Ambiental) da Água Parada, e possui um remanescente florestal importante. Assegurou que a presença de recursos hídricos na área, como nascentes, também impede que haja desmatamento ou outras ações que possam ser prejudiciais ao meio ambiente.

Ao final da reunião, o senhor Clodoaldo Gazzetta ratificou que a prefeitura está aguardando resposta do governo para definir quais terrenos da área pleiteada ficarão para o município e quais se manteriam com o Estado, num futuro desmembramento daquela área inicialmente solicitada, e assim asseverou: “Eu só entreguei para o governador um ofício dizendo que nós tínhamos interesse na doação da área. Estamos esperando agora que eles chamem a prefeitura para que a gente possa desenhar o que nós queremos e definir o que fica para a prefeitura e o que fica para o estado”.

Gazzetta ainda se empenhou em incluir a intenção da permanência do IPA no documento a ser enviado para o governador, cuja cópia irá nos encaminhar, tão logo as negociações estejam concluídas.

Quanto ao andamento da obras referentes a reforma das áreas destruídas, estamos na busca de documentos relacionados ao “tombamento” do prédio para que possamos deliberar sobre futuras ações junto à nossa Coordenadoria.

De qualquer forma, a intenção desta comissão de funcionários, e com a anuência dos demais companheiros desta Unidade, é buscar todos os informes alusivos ao andamento das reformas, para que assim possamos trabalhar com a necessária tranquilidade.

Havendo novidades, avisaremos a todos.

                                                                                                    

 

É com pesar que informamos o falecimento do Asp Eduardo de Carvalho Rodrigues, mais conhecido como Carioca.

Ele trabalhou na Casa de Detenção e no CDP do Belém. Atualmente estava lotado no CDP de Diadema.

Carvalho lutava há anos contra um câncer, e infelizmente não resistiu, falecendo neste sábado, 20/01.

O SIFUSPESP oferece todo apoio à família neste momento de tristeza e lamenta profundamente a perda do companheiro.

O velório começa às 19h de hoje e o enterro está marcado para domingo, às 9h, no cemitério do Araçá, em São Paulo. O endereço é avenida Dr. Arnaldo, 666, bairro Cerqueira César, próximo à estação de metrô Clínicas.

 

 

O SIFUSPESP lamenta profundamente o falecimento da menina Clara Alves, a Clarinha, de apenas 11 anos, filha da agente de segurança penitenciária(ASP) Ângela Alves, lotada na penitenciária de Lucélia. A criança faleceu neste sábado, 20/01, após um ano de muita luta contra um câncer raro na perna.

A doença causou a amputação do membro, mas infelizmente acabou por se alastrar pelo organismo da criança, que não resistiu apesar dos esforços médicos e de seus pais.

Servidores de todo o Estado, familiares e médicos promoveram uma grande mobilização para tentar salvar a menina ao longo de 2017, e o SIFUSPESP enquanto representante de todos os servidores do sistema prisional vem a público para oferecer toda a solidariedade que os pais de Clarinha vão precisar neste momento tão difícil.

O velório acontece neste sábado a partir das 16h30 no Velório Municipal de Lucélia. O sepultamento acontece amanhã, domingo, a partir das 9h, no cemitério da cidade.

A família pede que aos que vierem prestar a última homenagem à menina que vistam roupas da cor rosa, ou então usem a camiseta "Juntos por Clarinha" da campanha  de mobilização por sua melhora.

 

Serão nomeados mediante decreto neste sábado, 20/01, 291 novos servidores da Secretaria de Administração Penitenciária(SAP).

De acordo com informações repassadas pela assessoria de imprensa da SAP ao SIFUSPESP, o total de funcionários inclui 227 agentes de segurança penitenciária(ASPs) do sexo masculino, 25 do sexo feminino e 39 agentes de escolta e vigilância penitenciária(AEVPs).

Todos os novos servidores foram aprovados em concursos públicos nos anos de 2013 e 2014

 

O Sifuspesp abraça a campanha que busca esclarecer sobre doenças mentais, seus tratamentos e prevenção

 

O mês de janeiro é o mês da conscientização da saúde mental. Segundo o site <http://janeirobranco.com.br/> do projeto Janeiro Branco trata-se de uma campanha que convida as pessoas a refletirem sobre suas emoções e comportamentos, como conhecimento da Saúde Mental para sua prevenção.


O Sindicato dos Funcionários do Sistema Prisional do Estado de São Paulo (SIFUSPESP) abraçou a campanha como associação responsável por propagar a conscientização a respeito das doenças mentais, já que a categoria é acometida por transtornos diversos, pela própria característica stressante da profissão. Alterações do ciclo do sono, estado de alerta constante durante o longo turno de trabalho e ansiedade, são alguns fatores de risco para doenças como Depressão, Síndrome do Pânico, Síndrome de Burnout, Alcoolismo, entre outras.

As péssimas condições de trabalho, a superlotação, a necessidade de assumir funções, carga e tempo de trabalho mais do que a capacidade de um trabalhador, os desvios de função, o déficit de efetivo, a exposição à violência e os salários baixos também contribuem. As doenças mentais possuem causas multifatoriais, entretanto, trabalhadores prisionais vivem em um ambiente que aumenta as probabilidades de serem acometidos por estas doenças.

Nesse sentido, a conscientização de que a saúde mental é tão importante quanto a saúde do corpo, que são um conjunto, e que algo pode ser feito para amenizar o sofrimento de quem passa por algum tipo de transtorno. Embora uma doença mental não seja considerada por alguns especialistas causa do suicídio, em muitos casos este fato trágico veio acompanhado principalmente da Depressão.

A Psicóloga Cintia Cristiane dos Santos Monteiro, que realiza trabalho voluntário de atendimento clínico para funcionários do sistema prisional na regional SIFUSPESP da cidade de Taubaté, apresenta sua visão sobre a campanha “Janeiro Branco”, e traz uma reflexão sobre o que é possível por meio da observação de nossas emoções e comportamentos. Veja o seu comentário a seguir:

Janeiro Branco: o princípio para refletir sobre nossas condições mentais:

Quanto mais falarmos sobre os cuidados com a mente, as emoções, os sentimentos e os comportamentos humanos, mais as pessoas vão se acostumando a valorizar essa dimensão da humanidade que é a subjetividade. E isso é UTILIDADE PÚBLICA em um mundo cada vez mais alienado "sem subjetividade", onde pessoas são tratadas como “coisas”, por assim dizer.

A Campanha Janeiro Branco vem timidamente chamando a atenção do Brasil e do mundo com a proposta de termos um mês inteiro dedicado à conscientização das pessoas em relação às suas condições mentais, emocionais, sentimentais, relacionais, individuais e sociais! Campanhas servem para isso. Para chamar a atenção da humanidade para as questões que interessam às pessoas. Campanhas não são apenas exercícios profissionais.

São ESTRATÉGIAS para dialogar com quem precisa ser orientado quanto a algum assunto de fundamental importância.

Os cinco objetivos da Campanha Janeiro Branco são:

1 – Fazer do mês de Janeiro o marco temporal estratégico para que todas as pessoas e instituições sociais do mundo reflitam, debatam, conheçam, planejem e efetivem ações em prol da Saúde Mental e do combate ao adoecimento emocional dos indivíduos e das próprias instituições;

2 – Chamar a atenção de todo o mundo para os temas da Saúde Mental e da Saúde Emocional nas vidas das pessoas;

3 – Aproveitar a simbologia do início de todo ano para incentivar as pessoas a pensarem a respeito das suas vidas, dos seus relacionamentos e do que andam fazendo para investirem e garantirem Saúde Mental e Saúde Emocional em suas vidas e nas vidas de todos ao seu redor;

4 – Chamar a atenção das mídias e das instituições sociais, públicas e privadas, para a importância da promoção da Saúde Mental e do combate ao adoecimento emocional dos indivíduos;

5 – Contribuir, decisivamente, para a construção, o fortalecimento e a disseminação de uma “cultura da Saúde Mental” que favoreça, estimule e garanta a efetiva elaboração de políticas públicas em benefício da Saúde Mental dos indivíduos e das instituições.

E com isso, o que devemos nos perguntar é: você, o que tem feito por sua Saúde mental?

Já procurou um profissional da Psicologia para falar de suas “dores na alma”, dos seus reais sintomas, aqueles que nenhum remédio consegue curar? Pense nisso!

Sifuspesp

O Sifuspesp Lutar para Mudar tem convicção que cada vez mais devemos romper o preconceito e o temor de buscar ajuda para situações de stress, ansiedade, pânico, depressão, dificuldades de resolver problemas, entre outros males que por vezes deixamos passar no dia a dia, e ao acumular-se podem nos causar danos. Por isso cada vez mais buscaremos ampliar e apoiar redes de atendimento como o trabalho desenvolvido em nossa regional de Taubaté.