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Candidatos não aprovados têm até sábado para recorrer e continuar participando do certame

 

A Secretaria de Administração Penitenciária(SAP), através da Comissão de Concurso Público, divulgou nesta quarta-feira, 20/09, no Diário Oficial do Estado de São Paulo, os resultados preliminares da prova objetiva do concurso de 2017 para os cargos de agente de segurança penitenciária(ASP) feminino e masculino. O teste foi realizado no dia 06/08.

A relação em ordem alfabética com os nomes dos candidatos aprovados, reprovados ou ausentes da prova, além das respectivas notas, está disponível no site da organizadora do certame, no link: www.msconcursos.com.br, na aba “Resultados”. Quem preferir pode acessar a informação entre as páginas 146 e 316, do Caderno Executivo I, do Diário Oficial de hoje.

Candidatos que discordem dos resultados deverão interpor recurso entre os dias 21 e 23/09, através das regras previstas no Capítulo XI do edital do concurso. Lembrando que para ser  aprovado nesta 1ª fase é preciso ter feito no mínimo 50% dos pontos da prova.

Quem obteve essa nota será automaticamente habilitado para a próxima etapa do concurso, que consiste na prova de condicionamento físico, a ser realizada em outubro.

O concurso público de 2017 oferece 1.034 vagas para novos ASPs, sendo 934 para homens e 100 para mulheres.

Outras informações podem ser obtidas através da Central de Atendimento da MS Concursos, pelo telefone (67) 3253.6683.

 

Prezado associado e associada,

Em virtude das dificuldades que esta nova diretoria do Sindicato dos Funcionários do Sistema Prisional do Estado de São Paulo (SIFUSPESP) enfrenta, vimos por meio desta, explicar alguns problemas pelos quais estamos passando desde que assumimos a frente deste sindicato. Em primeiro lugar, esclarecemos que era de nosso conhecimento que enfrentaríamos transtornos. Precedemos uma diretoria que esteve a 14 anos na frente desse mesmo sindicato, e que cometeu algumas arbitrariedades resultando em inúmeras dívidas por nós agora arcadas, porém em processo de negociação.

Medidas legais já foram tomadas no sentido de investigar e responsabilizar, se assim couber, aqueles que eventualmente se prove responsáveis por algum prejuízo à nossa instituição sindical. É importante mencionar que desde que assumimos prezamos pela necessidade de uma readequação administrativa, mas para isso, necessitamos de algumas resoluções já pleiteadas judicialmente, sendo um deles pleitos é o registro da chapa em cartório. Esta medida encontra dificuldade de resolução até o presente momento em virtude da negativa da parte da antiga diretoria que mesmo tendo sido derrotada em pleito eleitoral que obedecendo às regras estatutárias e legitimamente aguardado por autoridade judicial, necessita da assinatura do antigo presidente para ter a ata do mesmo registrada no cartório competente. Em virtude da impossibilidade do registro da Ata da nova diretoria mencionada acima, no mês de Agosto enfrentamos o revés de um bloqueio em nossas contas no Banco do Brasil, o que veio a nos impedir de ter acesso ao dinheiro de pagamento das contas, dos salários dos funcionários, convênios, entre outras despesas de responsabilidade do sindicato.

Esclarecemos que ações necessárias já foram tomadas para a resolução desse problema emergencial. Em relação aos convênios em si, estamos fazendo laços com empresas para não cortar atendimento aos sócios. Como dito, as ações cabíveis foram tomadas. Continuamos trabalhando para que a situação se normalize. Pedimos paciência e a compreensão dos associados. A diretoria está à disposição de cada sócio para solucionar caso a caso os problemas que puderem surgir. Neste vídeo o Presidente Fábio Jabá faz esclarecimentos quanto a estes detalhes de forma direta a toda categoria.

 

 

 

É hoje.

Hoje.

Quanto tempo será que se passaram?

Para mim. Pra mim parece que foi ontem.

Ainda sinto o cheiro de sangue. Um cheiro estranho, metálico, cheiro de ferrugem. Ainda ouço os gritos de desespero e de dor. Quando fecho os olhos ainda vejo aquelas imagens.

Será que um dia hei de esquecê-las?

Será que um dia os pesadelos acabar-se-ão.

É hoje. É hoje.

Não sei se estou preparado. Bem, na verdade, a última coisa que estou é preparado para voltar.

Os gritos de desespero me perseguem. Aqueles olhos desesperados insistem em me observar. Eu... Eu não consigo fugir. Eu... Eu não consigo esquecer.

Aquelas facas improvisadas, sujas de sangue. De inocentes? De culpados?

Aquelas pessoas mortas, estraçalhadas, odiadas.

Aqueles jovens vivos, mas, mortos, mortos por dentro, sem alma, sem coração.

Deus? Deus? O que aconteceu naquele dia?

Por quê? Por quê? Por quê?

É hoje.

Hoje tudo voltará ao normal.

Mas o que é voltar ao normal. Será que um dia voltarei ao normal.

Será? Será?

Foi um dia assim que tudo aconteceu. Um dia comum, normal. Um dia de trabalho.

Então de repente o caos se fez presente: A rebelião.

Não queria lembrar. Queria esquecer aquele fatídico dia. O pior.

Meu Deus!

Aqueles gritos. Aqueles olhares desesperados. Aquele choro.

Tanto sofrimento. Tanto horror. Quanto terror.

Eu... eu não consigo esquecer.

Hoje, depois de tanto tempo, sinto o cheiro de sangue, ouço os gritos de pavor. Vejo aqueles jovens.

Mesmo depois de tanto tempo, sinto a lâmina daquela faca no meu pescoço, apertando, apertando, apertando, sinto a morte a espreita, me observando.

Mesmo depois de tanto tempo, parece que foi ontem.

Mas hoje, hoje é um novo dia. Hoje tenho que voltar.

Não sei se consigo. Na verdade, acho que não.

Meus amigos dizem que nada mudou: A população carcerária aumentou.

Depois daquele dia muitos funcionários sequer voltaram ao trabalho.

Faltam funcionários, sobram presos e problemas.

Quanto a mim? Tenho que voltar, tenho uma família para cuidar. Tenho uma profissão a honrar. Sei que preciso de mais tempo, mas, fazer o quê?

Apesar de não estar liberado para o trabalho pelo médico, minha licença foi diminuída, cortada pela metade. O pior, é que um profissional que não me consultou, que sequer me conhece, que sequer sabe pelo que passei foi o responsável por isso. Tenho que trabalhar, preciso do dinheiro. Preciso sobreviver.

Sobreviver é o que faço.

Sobrevivo aos salários baixos, à falta de condição de trabalho, à superpopulação carcerária. Sobrevivo aos ataques e ameaças de morte e às agressões físicas e verbais.

Sobrevivo, simplesmente sobrevivo.

E agora, sobrevivo com meus medos e inseguranças causados por uma situação limite à qual vivo exposto.

Situação causada pela omissão do estado que insiste em amontoar pessoas nas cadeias em situações totalmente desumanas, abandonando-as à própria sorte, sujeitas a todos os tipos de doenças e violência. Situação causada por benefícios e processos atrasados, não julgados, amontoados e esquecidos. Situação causada por uma política penitenciária totalmente omissa e inconseqüente.

Hoje é o dia.

A partir de hoje, no trabalho, não estarei mais só. A partir de hoje estaremos, para sempre, eu e meus fantasmas. Eu e os meus medos. Eu e minhas lembranças.

Lembranças que carregarei para sempre. Fantasmas que me farão companhia. Me assombrando e me lembrando a natureza humana. Os gritos de desespero. Os olhos assombrados. As dores sofridas. Tudo isso faz parte de mim agora. É parte de mim agora.

É hoje. Hoje estarei de volta.

Sem preparo. Sem apoio do governo. Sem condições.

Mas, com uma convicção, não foi em vão.

Todo o sofrimento que vi e vivi, toda a dor que senti, todo o desespero que presenciei, todo o medo que senti, e que agora fazem parte de mim, me deixaram mais forte.

Me fizeram um ser humano melhor.

Hoje quando as portas se fecharem às minhas costas, estarão lá, eu e minhas cicatrizes, eu e as minhas dores, eu e a minha vontade de servir à minha comunidade. Mesmo que esta comunidade sequer me conheça. Mesmo que esta comunidade, sequer, me reconheça. Mesma que esta comunidade, sequer imagina o peso de todas as dores que trago no coração.



Marc Souza

Agente Penitenciário, Escritor

Diretor Sifuspesp

 

 

Prezado associado e associada,

 

Em virtude das dificuldades que esta nova diretoria do Sindicato dos Funcionários do Sistema Prisional do Estado de São Paulo (SIFUSPESP) enfrenta, vimos por meio desta, explicar alguns problemas pelos quais estamos passando desde que assumimos a frente deste sindicato.

Em primeiro lugar, esclarecemos que era de nosso conhecimento que enfrentaríamos transtornos. Precedemos uma diretoria que esteve por 14 anos na frente desse mesmo sindicato, e que cometeu algumas arbitrariedades resultando em inúmeras dívidas por nós agora arcadas, porém em processo de negociação. Medidas legais já foram tomadas no sentido de investigar e responsabilizar, se assim couber, aqueles que eventualmente se prove responsáveis por algum prejuízo à nossa instituição sindical.

É importante mencionar que desde que assumimos prezamos pela necessidade de uma readequação administrativa, mas para isso, necessitamos de algumas resoluções já pleiteadas judicialmente, sendo um deles pleitos é o registro da chapa em cartório.

Esta medida encontra dificuldade de resolução até o presente momento em virtude da negativa da parte da antiga diretoria que mesmo tendo sido derrotada em pleito eleitoral que obedecendo às regras estatutárias e legitimamente aguardado por autoridade judicial, necessita da assinatura do antigo presidente para ter a ata do mesmo registrada no cartório competente.

Em virtude da impossibilidade do registro da Ata da nova diretoria mencionada acima, no mês de Agosto enfrentamos o revés de um bloqueio em nossas contas no Banco do Brasil, o que veio a nos impedir de ter acesso ao dinheiro de pagamento das contas, dos salários dos funcionários, convênios, entre outras despesas de responsabilidade do sindicato.

Esclarecemos que ações necessárias já foram tomadas para a resolução desse problema emergencial.

Em relação aos convênios em si, estamos fazendo laços com empresas para não cortar atendimento aos sócios.

Como dito, as ações cabíveis foram tomadas. Continuamos trabalhando para que a situação se normalize. Pedimos paciência e a compreensão dos associados.

A diretoria está à disposição de cada sócio para solucionar caso a caso os problemas que puderem surgir.

 

A Diretoria

 

 

 
 

 

 O Sindicato dos Funcionários do Sistmema Prisão Paulo (SIFUSPESP) apresentou no artigo “Heróis do sertão, heróis do Brasil” <http://www.sifuspesp.org.br/noticias/4643-herois-do-sertao-herois-do-brasil>, o processo de organização sindical que levou à deflagração de greve no estado do Piauí, mesmo com a posição do STF apontando a impossibilidade de declaração de greve para nossa categoria.  

O SIFUSPESP, por meio de sua assessoria de comunicação, entrou em contato com a diretoria do Sinpoljuspi (Sindicato dos Policiais Civis Penitenciários e Servidores da Secretaria de Justiça do Piauí), que está à frente do movimento grevista.

“Acompanhando o histórico do sindicato e ao mesmo tempo das reivindicações, a união da categoria daquele estado, parabenizamos os companheiros piauenses e convocamos São Paulo a acompanhar atentamente os passos de luta desses agentes”, diz Fábio Jabá, presidente do SIFUSPESP.

Nesta segunda-feira (18/09) aconteceu audiência convocada pelo Tribunal de Justiça entre o Sindicato e a Secretaria de Justiça do Piauí para decidir a respeito da greve. O presidente do sindicato dos agentes do Piauí, José Roberto afirmou que o resultado foi positivo para a categoria dos agentes. Vilobaldo Carvalho, diretor jurídico do sindicato piauiense explica a decisão:

"Havia uma decisão da sumula do supremo proibindo as forças de segurança e os agentes penitenciários de fazerem greve, além da questão da ilegalidade, por eles colocada. Mesmo assim, sustentamos o movimento. O desembargador determinou que cumpramos a decisão dele e que o Estado apresente uma proposta concreta sob as nossas pautas até terça-feira, 19/09, em nova audiência", afirmou.

Em Assembleia Geral, o Sinpoljuspi decidiu retomar suas atividades normais, suspensendo a greve. Os agentes aguardam a contrapartida do Estado de apresentar propostas concretas para negociação, conforme determinou o Tribunal de Justiça.

Conheça o histórico da atual diretoria do Sinpoljuspi

O Sinpoljusp nasceu de uma associação em 1985.Depois agregando os policiais civis, se converteu em sindicato único de muita luta. Mas, este sindicato permaneceu por muito tempo sob a direção apenas da categoria da polícia civil. O sindicato não tinham relação direta com a base, o que levou a divisão do mesmo entre a categoria de agentes e dos policiais.

Em 2009 agentes que vivenciavam a realidade da categoria entraram em disputa e então assumiram um sindicato com diversas dívidas e que perda de filiados, mas com diversas medidas administrativas, mesmo perdendo os policiais civis, tiveram um baque nas receitas, mas no final da primeira gestão conseguiram comprar sede própria.

Após esta reestruturação, reconquistaram o respeito que fora perdido pela categoria anteriormente. A relação com a imprensa melhorou pela postura da construção de documentos e relatórios e maior planejamento. Este grupo permanece já em três mandatos. Conseguiram, em 2013, o maior reajuste da história da categoria, sentiram que avançavam cada vez mais. Foi o resultado desta história que nos levou a possibilidade de instaurar a greve que estamos enfrentando.

 

 

Andamento da greve dos agentes do Piauí

Há uma decisão do Tribunal de Justiça que determina que 60% dos servidores permaneçam em suas atividades. Essa decisão que está sendo cumprida, uma vez que durante a greve, existe uma escala entre os agentes que comparecem e realizam a manutenção da segurança. O quantitativo de atividades se mantém quase em 70%.

As atividades externas estão paradas, o que faz com que as atividades de vistorias se intensifiquem, já que o número de funcionários que fariam as duas atividades estão concentrados apenas em uma.

 

Utilizando o Judiciário como ferramenta de luta

Quanto ao contexto de negociação do governo, existe a perspectiva de negociação para segunda-feira (18/08), porque há decisão judicial neste sentido por Desembargador. A categoria dos agentes do Piauí está pronta para deliberar em assembleia e decidir por qualquer proposta.

A questão da judicialização tem um lado positivo, porque o governo tem descumprindo a todo tempo decisões negociadas anteriormente. Assim, utilizando o Judiciário como parte do processo, as garantias de cumprimento por parte do governo sao acentuadas.

Vilobaldo Carvalho, diretor jurídico do sindicato piauiense entende que a decisão do Supremo, ao proibir a greve, prevê que haja uma mesa de negociação entre governo e sindicato. Segundo ele, a greve só foi deflagrada depois da tentativa, desde março deste ano, a realização desta negociação.

Ele explica que a deflagração da greve decorre do descumprimento de acordo judicial estabelecido no Tribunal de Justiça, em que dois pontos foram cumpridos e outros seriam tratados neste ano. Daí surgiu motivo jurídico para deflagração da mesma.

Além disso, ainda que exista a decisão do supremo, ele entende que assim como o direito à vida, o direito de greve é um princípio defensável constitucionalmente que também deve ser observado em conflito com a leitura da decisão emanada pela Suprema Corte Constitucional.

 

A fundamentação da categoria como ferramenta de conquistas

A adesão da categoria em quase 100% permite uma relação muito estreita e de muita confiança que leva a processos de conscientização das demandas entre sindicato e categoria. Existe a compreensão massiva da categoria de que se busca todos os meios de negociação, considerando a greve como último recurso para não sacrificar nenhum trabalhador. Isso garante força ao movimento e uma união, “o que nos garante força para não sermos prejudicados e obtermos conquistas”, declara Vilobaldo, que ainda acrescenta:

“Consideramos que São Paulo, sendo provavelmente 60% da categoria de todo o Brasil, detém condições de maior dificuldade de gerar esta interação direta entre sindicato e categoria, aqui, por nosso histórico e tamanho já conseguimos ter uma relação muito íntima e direta com nossa categoria”, afirmou Vilobaldo.

 

Avaliação do SIFUSPESP sobre a questão

O SIFUSPESP observa as diferentes experiências nacionais, e com sua atual diretoria Lutar para Mudar, vem enfrentando dificuldades similares as que passam a atual diretoria do Sinpoljuspi, tanto sua fibra, quanto suas opiniões e estratégias de ação serão consideradas por nossa diretoria, no sentido de fazer avançar o processo de organização e mobilização em São Paulo.

 

 

 

#PolíciaPenal #ContraPEC287

FORTALEÇA A LUTA, FILIE-SE:

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