compartilhe>

Quase 1.200 candidatos que passaram no concurso 2014 aguardam uma resposta do governo para a nomeação de Agentes de Segurança Penitenciária e de Agentes de Escolta de Vigilância Penitenciária

 

Por Flaviana Serafim

Candidatos que passaram no concurso de 2014 para Agentes de Segurança Penitenciária (ASPs) e Agentes de Escolta de Vigilância Penitenciária (AEVPs) se reuniram na tarde desta sexta-feira (28) com o chefe de gabinete da Secretaria de Administração Penitenciária (SAP),  Amador Donizeti Valero, para cobrar a nomeação de quase 1.200 remanescentes que esperam há cinco anos pela convocação. 

A reunião foi conquistada graças à pressão dos concursados, que protestaram neste 28 de junho desde às 5h, em frente ao Palácio dos Bandeirantes, exigindo uma resposta clara do governo João Doria (PSDB) diante da situação de incertezas e desinformação quanto às nomeações. 

O chefe de gabinete alegou que a SAP não tem poder de fazer as nomeações, mas garantiu que vai repassar o caso ao governo estadual afirmando que “quem bate o martelo é o Palácio dos Bandeirantes”. 

Amador ouviu as críticas e cobranças dos concursados, que deixaram claro que a SAP já foi procurada diversas vezes sem resolver a situação e que, por isso, agora querem uma reunião diretamente com Doria para buscar uma solução definitiva.

> SIFUSPESP participa de protesto dos concursados em luta pela nomeação de ASPs e AEVPs

Eles acusaram o governo de dar as costas aos concursados, apesar da promessa de Doria, tanto durante a campanha eleitoral como depois, em entrevista a  uma emissora de TV, de que faria as convocações até o final do ano para os 12 novos presídios com inauguração prevista até 2020. 

Sobre a sanha privatista de Doria, que quer terceirizar presídios paulistas e acabar com a carreira para novos agentes, Amador respondeu sem delonga aos concursados: 

“É a política dele [do governador João Doria]. Desde que se elegeu, todo mundo já sabia que ele já tinha essa  política”, afirmou Amador, mas reconheceu, diante da falta de esclarecimentos, que o governo estadual tem que se posicionar. 

Sobre o resultado da reunião, o presidente do SIFUSPESP, Fábio Jabá, disse que a posição da SAP já era a esperada. Porém, segundo o sindicalista é preciso lembrar que nenhuma nomeação ocorreu esse ano e, no período, quase dois mil servidores penitenciários saíram do sistema sem que houvesse nenhuma reposição, aumentando ainda mais o déficit de funcionários. 

“Nesta semana o vice-governador, Rodrigo Garcia, disse na Assembleia Legislativa que já tem servidores contratados para sete presídios que vão ser inaugurados e que não são por Parceria Público-Privada. Onde estão esses funcionários?”, questiona Jabá. 

Quanto à mobilização, o presidente do SIFUSPESP parabenizou a organização dos concursados pela realização do protesto e convocou a todos a participarem, no próximo dia 2 de julho (terça-feira), a partir das 18h, na Assembleia Legislativa, do lançamento da Frente Parlamentar contra a Privatização de Presídios (leia mais).

“Agora é preciso manter a luta e o foco. Por isso, é muito importante que os concursados participem maciçamente do lançamento da frente”, conclui o dirigente.