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Investigação da inteligência da SAP, Ministério Público e Polícia Civil apontou que parentes de detentos tinham despesas pagas em troca de oferecer contas para movimentação de dinheiro lavado pela facção. Mandados de busca e apreensão ainda serão cumpridos pelo GIR em unidades prisionais do interior e da capital, onde 13 suspeitos de envolvimento no esquema cumprem pena

por Giovanni Giocondo

Pelo menos 25 pessoas foram presas sob suspeita de arregimentar novos membros para o Primeiro Comando da Capital (PCC) nesta quarta-feira (03) em Presidente Prudente, no interior paulista.

A ação, batizada de “Welfare”, foi deflagrada com base em investigação conjunta da Polícia Civil; de agentes penitenciários do setor de inteligência da Secretaria de Administração Penitenciária (SAP), e do Ministério Público Estadual.

A equipe identificou ao longo de seis meses uma célula dentro da facção criminosa que pagava por tratamento de saúde, despesas com aluguel e fretamento de ônibus para familiares de detentos. Em troca, essas pessoas disponibilizavam contas bancárias para que o PCC lavasse dinheiro proveniente de atividades ilícitas.

Integrantes da facção sacavam os recursos que circulavam fora das unidades prisionais com os cartões dos parentes dos sentenciados, além de fazerem o transporte dos valores. Dentro das penitenciárias, outros membros se responsabilizavam pela contabilidade e autorização da chamada “sintonia de ajuda”.

Outros treze acusados de integrar o esquema já estavam detidos e serão alvo de 16 mandados de busca e apreensão a cargo do Grupo de Intervenção Rápida (GIR) em unidades prisionais de Presidente Venceslau, Presidente Bernardes, Martinópolis, Pacaembu, Irapuru, Valparaíso, Mirandópolis, Franco da Rocha e no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Vila Independência, em São Paulo.

Os mandados cumpridos nesta quarta-feira terminaram com a apreensão de grande quantidade de dinheiro em espécie (em valores não divulgados), além de munição e telefones celulares.

Os demais serão feitos pelo Departamento de Polícia Judiciária em Piracicaba, Boituva, Birigui, São José do Rio Preto, Itapira e Tietê, todos no interior, enquanto que na região metropolitana da capital haverá outros em Itaquaquecetuba, Barueri, Guarulhos, Ferraz de Vasconcelo, Cotia e São Paulo.

De acordo com a Polícia Civil, os detidos serão formalmente acusados de delitos como organização criminosa, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.