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Presídios hiperlotados, mais de 200 mil mandados de prisão a serem cumpridos, em média mensal no Estado mais de 700 prisões são efetuadas. Ou seja, a porta de entrada é enorme, mas a porta de saída, com a ineficiência e morosidade do judiciário, praticamente fechada.

A sociedade deseja e incentiva um recrudescimento maior na política de aprisionamento, até decorrente da imensa sensação de insegurança e impunidade. O governo do Estado alega que nenhum município aceita de bom grado a construção de um novo presídio. Ou seja, temos que prender, mas longe do meu bairro, do meu município, da minha região.

Diante desta 'despolítica' penitenciária, nós trabalhadores do sistema prisional sofremos diretamente as consequências, pois somos violentados na nossa dignidade, no cotidiano das nossas condições de trabalho, ou mesmo nas nossas 36 horas de folga, na nossa vida pessoal, vide as ameaças ou intimidações endereçadas a nós e nossos familiares via crime organizado.

O governo do estado indiferente ou mesmo incapaz em discutir, projetar, ou mesmo desenvolver um planejamento político estratégico a curto, médio e longo prazo para o sistema prisional desenvolve e se especializa em praticar a política do improviso e do paliativo.

Tornou-se comum e corriqueira a criação dos chamados anexos, seja de detenção provisória, semi-aberto, etc. Nada mais são que construções onde a estrutura física se tornou fator secundário e irrelevante. É muito conveniente para o governo estadual, pois inauguram-se os mesmos sem novas contratações de funcionários, desfalcando-se ainda mais o já deficitário e caótico quadro de trabalhadores da Unidade principal.

Verdadeiros "PUXADINHOS" que tornam-se cada vez mais comuns, uma verdadeira via de regra, não priorizando jamais uma condição digna para o preso e muito menos ainda uma condição de trabalho minimamente digna para o funcionário.

O SIFUSPESP é totalmente contrário à política do "PUXADINHO", do improviso ou do  "jeitinho brasileiro" nos presídios paulistas, pois sem uma política penitenciária definida, transparente e séria, fruto de um debate amplo e legítimo entre os trabalhadores, governo e os mais variados segmentos da nossa sociedade, o fundo do poço parece interminável, e certamente TODOS, um dia, não somente os presos e os funcionários, pagarão duramente o preço.

DIA 13 DE NOVEMBRO TEM ASSEMBLEIA GERAL DO SIFUSPESP. PARTICIPE.

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