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Servidor da Penitenciária de Lucélia e integrante do GIR vai encarar a partir desta quinta-feira (14), na prova do “Caminho da Fé”, que vai de São João da Boa Vista a Paraisópolis. Ele conta com apoio total do SIFUSPESP para mais este desafio que inaugura o 2021 neste esporte de alta competitividade e muita dedicação

 

por Giovanni Giocondo

Começar 2021 com o organismo e a mente em pleno equilíbrio e coordenação, visando a superação de desafios enormes que se apresentam no horizonte. É com esse foco que o policial penal Marcos Roberto Remedi inaugura o ano novo, visando a Ultramaratona Brasil 135+, que acontece a partir desta quinta-feira (14) entre os municípios de São João da Boa Vista, em São Paulo, a Paraisópolis, no sul de Minas Gerais.

Membro do Grupo de Intervenção Rápida (GIR) e lotado na Penitenciária de Lucélia, Remedi partiu nesta quarta de ônibus para São João da Boa Vista, onde começa a jornada que é a segunda de quatro etapas e a continuidade do trabalho que já havia feito em 2020, quando conseguiu a classificação para a corrida após ter percorrido incríveis 217 km - que é a rota integral da ultramaratona.

No trajeto, em vez de estrada, muito contato com a natureza no chamado “Caminho da Fé”, que passa pela Serra da  Mantiqueira. Inspirada no Caminho de Santiago de Compostela, da Espanha, a rota recebe outros aventureiros do esporte e também peregrinos que buscam meditação, religiosidade e proximidade com o ambiente bucólico do interior.

Nesse sentido, a prova no local onde é realizada pode ser um alento ao atleta. Isso porque, além de exigir gigantesca preparação física, cuidados com a alimentação e boa qualidade de vida, a ultramaratona demanda também muito da capacidade do atleta em conseguir dosar sua força mental para encarar tamanha superação.

A média de duração da corrida de 135 km fica entre 44 e 48 horas. Desde 2014, somente 10 atletas conseguiram concluir as quatro fases do trajeto, que são de diferentes modalidades, e obter o prêmio máximo, conhecido como “Cálice”.

Marcos Remedi está com 48 anos e em anos anteriores passou por desafios hercúleos e vitórias expressivas, entre eles maratonas no interior do Paraná, de Santa Catarina - onde em 2018, foi campeão na subida da Serra do Rio do Castro - e de São Paulo, tendo obtido o terceiro lugar na meia maratona do Açaí, em Rio Preto.

O SIFUSPESP, ciente da simbologia positiva que a participação de um policial penal neste esporte de alto rendimento representa para a categoria, apoia o servidor na sua jornada e espera que ela possa estimular outros trabalhadores penitenciários a acreditar no esporte como uma alternativa de saúde e bem estar para o cotidiano do sistema. Com coragem, determinação e fé, pode-se chegar longe.