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Transferência de policiais penais foi publicada no Diário Oficial como “a bem do serviço público” depois  deles terem discordado de procedimento adotado pela chefia após a rebelião seguida de fuga em março. Sindicalista e com atuação na CIPA,  um dos atingidos é Wanderlei Rosa Junior, que está revoltado com a decisão e vai contar com apoio jurídico do SIFUSPESP para reverter o caso.

 

por Giovanni Giocondo

As cenas do incêndio nos arredores do Centro de Progressão Penitenciária(CPP) de Porto Feliz, no interior de São Paulo, ganharam o Brasil e do mundo na noite de 9 de março, uma segunda-feira infelizmente inesquecível para os servidores que tentaram conter a rebelião e as fugas de centenas de presos da unidade. 

Mas para muito além desses esforços, veio a cavalo a punição desses três policiais penais que há anos trabalham na unidade sem qualquer tipo de falta, mas que ousaram discordar dos procedimentos adotados pelo Diretor do Centro de Segurança e Disciplina do CPP quando do rescaldo do motim. 

Os servidores tomaram o famoso “bonde”, publicado como “transferência a bem do serviço público” no Diário Oficial do Estado de São Paulo da última segunda-feira, 30 de março. Um terá de ir para a Penitenciária “Professor Ataliba Nogueira”, de  Campinas, outro para a Penitenciária III de Hortolândia, e o terceiro para a Penitenciária "Odete Leite de Campos Critter", também de Hortolândia. 

Este último é Wanderlei Rosa Junior, policial penal com atuação forte no sindicalismo e na Comissão Interna de Prevenção de Acidentes(CIPA) da unidade. Ele acredita que essa participação na luta por condições mais dignas de trabalho para os colegas de unidade foram representativas para que a medida fosse adotada.

“Me sinto revoltado pela forma com que fui tratado diante de tudo o que aconteceu. Sou funcionário assíduo, nunca fui alvo de sindicância, e depois de uma rebelião dramática, de ficar 34 horas seguidas acordado para administrar a complexidade decorrente desse motim, recebo a notícia dessa transferência motivada apenas por ter discordado da postura do diretor diante da situação”, lamenta o policial penal.

O servidor ainda relata que aguardava há mais de um ano na fila da transferência para a Penitenciária de Iperó, e que foi extremamente prejudicado com a decisão arbitrária. “Nunca agi forma pessoal, me ative sempre ao que é legal e ilegal, moral e imoral. Mas paguei um preço alto por me posicionar dentro dessa perspectiva de defender o que é certo. Nada pior que esse sentimento nessa conjuntura tão difícil”, relata Wanderlei.

O SIFUSPESP sempre se mostrou contrário à adoção de bondes arbitrários por parte da SAP para perseguir policiais penais apenas por estes terem agido em defesa dos direitos da categoria. Por esse motivo, o Departamento Jurídico do sindicato vai representar em defesa do policial penal e tentar reverter essa situação o mais rápido possível. 

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