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Elencados como “prioridade” pelo governo do Estado, servidores da segurança pública deveriam começar a ser imunizados na segunda-feira (30), mas não têm tido acesso mesmo durante pandemia de coronavírus

 

por Giovanni Giocondo

Considerados pelo governo de São Paulo como “prioridade” no momento em que o Estado atravessa uma crise por conta da pandemia de coronavírus, os servidores da segurança pública, notadamente policiais penais e demais profissionais da Secretaria de Administração Penitenciária (SAP), não têm conseguido receber a vacina que protege contra o vírus influenza, da gripe comum.

No último dia 25 de março, o governador João Doria (PSDB) decidiu mediante decreto antecipar a imunização para policiais militares, civis, policiais penais e outros integrantes da segurança pública. Inicialmente marcada para começar no  dia 16 de abril, a vacinação começaria nesta segunda-feira (30). No entanto, muitos servidores têm batido com a cara na porta dos postos de saúde, enquanto as vacinas não chegam às unidades prisionais.

Pelo menos dois casos foram notificados ao SIFUSPESP. O primeiro deles em Presidente Venceslau, na região Oeste do Estado, e o outro na zona leste da capital. Em São Paulo, servidores reclamam que os funcionários dos locais onde está aberta a vacinação para idosos, por exemplo, não teriam a informação a respeito da determinação do Estado. No interior, há temor de que a ida para os postos propague a contaminação pelo coronavírus.

O SIFUSPESP defende que a vacinação seja feita diretamente nas unidades prisionais de todo o Estado, tanto para servidores quanto para sentenciados, conforme sempre foi executado pela Coordenadoria de Saúde da SAP. Questionada sobre o porquê da demora no início da vacinação, a assessoria de imprensa da pasta ainda não respondeu ao sindicato sobre quando a situação será regularizada.

“Neste momento de pandemia, em que o funcionário está de plantão quase que permanente e precisa dessa imunização para seguir com boa saúde e manter o atendimento com qualidade, o Estado se omite e descumpre a própria determinação, colocando a todos sob risco devido à falta de proteção. É uma irresponsabilidade completa por parte do governo Doria, que precisa ser cobrado por essa falta de ação”, alerta o presidente do SIFUSPESP, Fábio Jabá.

Apesar de não imunizar as pessoas contra o COVID-19, para o qual ainda não existe medicamento, a vacina contra a gripe protege os funcionários da segurança pública de serem infectados pela influenza, quadro de deterioração da saúde e de comprometimento da capacidade respiratória que poderia reduzir a imunidade e causar impacto maior caso eles fossem contaminados pelo coronavírus.