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No CDP de Paulo de Faria, governo estadual confirma inauguração de mais nove unidades até o fim do ano sem explicar privatizações nem construção com dinheiro público; mesmo com a promessa de 10 mil novas vagas até dezembro, Doria e o Cel. Restivo seguem ignorando déficit de funcionários e convocação de concursados

 

O governador João Doria inaugurou no início da tarde desta terça (3) o Centro de Detenção Provisória (CPD) de Paulo de Faria, na região de São José do Rio Preto, com capacidade para receber 823 presos.

Em vídeo pelas redes sociais, Doria afirma que outros nove presídios serão inaugurados até dezembro, com cerca de 10 mil novas vagas. Porém, não explica que unidades serão privatizadas nem quais serão entregues à iniciativa privada depois de construídas com dinheiro público. O “gestor” também não disse uma palavra sobre a nomeação de concursados, apesar dos vários certames realizados com candidatos já aprovados e diante do enorme déficit de servidores em todo o sistema.

Isso sem comentar a fala ensaiada do Coronel Nivaldo Restivo, da Secretaria de Administração Penitenciária (SAP), que teve a coragem de dizer que São Paulo tem “o maior e o mais estável” sistema prisional do Brasil, e que “apesar da grandiosidade de estrutura e de população carcerária, nós não temos no Estado problemas que nos deixam preocupados com o sistema penitenciário“. Seria cômico se não fosse trágico e se não representasse um enorme desrespeito aos servidores e servidoras penitenciários, nós que sabemos muito bem o que enfrentamos para trabalhar cotidianamente. Absurdo!

Por isso, no próximo dia 17 de setembro (terça-feira), todos e todas na Audiência Pública pela Valorização do Servidor Penitenciário, a partir das 9h, no Auditório Franco Montoro da Assembleia Legislativa. Para quem precisar de transporte para vir do interior e litoral, o SIFUSPESP está disponibilizando ônibus gratuitamente a associados e não associados, e também aos filiados do SINDCOP e do SINDASP. Preencha o formulário clicando aqui

É hora de mostrarmos nossa força e nossa união por reajuste salarial já e por melhores condições de trabalho. É hora desse “gestor” parar de ignorar nossa categoria com tanta falácia sobre segurança pública, esquecendo que a segurança da população também depende do nosso trabalho dentro dos muros.

Todos e todas na Alesp!