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Em encontro na CUT-SP na próxima terça, sindicatos vão organizar manifestações e seminários sobre futuro de servidores em tempos de desmonte do setor público

 

Sindicatos, federações e centrais sindicais participam na próxima terça-feira, 05/09, de uma reunião ampliada do funcionalismo público em São Paulo. Entre os objetivos do encontro na sede da Central Única dos Trabalhadores(CUT) está a construção de um calendário unificado de lutas dos trabalhadores contra as reformas trabalhista e da previdência e em defesa do serviço e do servidor público.

 

Na reunião, marcada para as 10h na sede da CUT no centro da capital paulista,  também serão articuladas estratégias de mobilização para o ato do dia 07/09, feriado da Independência, quando movimentos sociais farão o “Grito dos Excluídos”.

 

O encontro contará com a presença do SIFUSPESP e de outras importantes entidades sindicais, como a APEOESP e o SINDSAÚDE/SP, e ainda vai definir, em um grupo de trabalho conjunto, a organização de seminários do macrossetor do serviço público, a serem realizados nos dias 29 e 30/09.

 

Nesses seminários, especialistas vão debater temáticas que mexem profundamente com o futuro do funcionalismo, como o desmonte do Estado encampado pelo governo Michel Temer.

 

Os convidados para esses seminários também vão discutir os impactos que as reformas, o congelamento de investimentos na educação, na saúde e em outros serviços públicos básicos poderão ter para os servidores e a população brasileira em geral, além de organizar formas de resistência ao sucateamento do setor público.

 

Uma das formas de luta nesse sentido inclusive já está definida. No próprio dia 30/09, servidores de diversas categorias participarão do Dia Estadual de Paralisação do Serviço Público, com atos públicos na capital e outros importantes municípios paulistas.

 

Para o presidente do SIFUSPESP, Fábio César Ferreira, a união de todos os servidores neste momento é fundamental para que a classe trabalhadora possa lutar e obter resultados práticos contra as políticas de arrocho salarial e de péssimas condições de trabalho às quais os servidores são submetidos.

 

“Os trabalhadores penitenciários, que em São Paulo não recebem reajuste salarial há três anos e que lidam diariamente com problemas graves em relação ao déficit de funcionários e à superlotação das unidades prisionais, que têm uma qualidade de vida ruim e que sofrem por esses e muitos outros motivos, precisam entender que ao juntar forças com servidores de outros setores terão mais oportunidades de superar essas dificuldades e construir um país mais justo, onde o seu trabalho é respeitado e valorizado pelo Estado e pela população”, reflete Ferreira.