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José Fernando Neger de Pádua e Castro(foto) exibe camisa especial de sua coleção em que craques do nível de Pelé, Ronaldo e Romário assinaram autógrafo e enriqueceram história maravilhosa do Brasil em Copas do Mundo, parte dela hoje à disposição nas paredes da sala da casa do servidor

 

por Giovanni Giocondo

Apaixonado por futebol e pela seleção brasileira, o policial penal José Fernando Neger de Pádua e Castro, de 48 anos, ostenta com muito orgulho um título que pouquíssimos colecionadores fanáticos pelo esporte e pelo escrete canarinho poderiam exibir ao mundo. Uma camisa oficial autografada pelos maiores ídolos do Brasil em Copas do Mundo.

Nela, estão nomes como Pelé, Romário, Ronaldo Fenômeno, Zico, Careca, Ronaldinho Gaúcho, Zagallo, Taffarel, Bebeto, Rivellino e Rivaldo, entre muitos outros, hoje ex-jogadores que, a pedido e com muito carinho, enviaram ao servidor sua contribuição para que esta verdadeira obra de arte, colocada cuidadosamente na parede da sala de sua casa, chegue ao conhecimento do mundo.

José Fernando trabalha na Penitenciária 1 de Pirajuí, no interior do Estado, é casado e têm quatro filhos. Ele conta que começou a gostar de futebol ainda criança, quando batia uma bola com os amigos e acompanhava pela TV o Corinthians, seu time de coração. Com problemas nos joelhos, ele não joga mais, porém continua vendo a paixão pela telinha.

Apesar de ter visto sua primeira Copa em 1982, quando ainda era um menino que torceu e sofreu com a brilhante porém derrotada seleção de Sócrates, Cerezzo, Éder, Falcão, Júnior e Zico, foi durante o tetracampeonato de 1994 que seu amor pela seleção aumentou, o que para ele é símbolo de uma emoção “indescritível”, já que representa nossa nação para o mundo.

Fã de Vinicius Júnior, atacante que mais admira no futebol atual, o policial penal confia que a seleção brasileira vem forte em 2022, e que tem muitas chances para conquistar o hexacampeonato mundial, na qual o jogador do Real Madrid é uma das principais esperanças de gols para levar o título que veio pela última vez no Japão e na Coreia do Sul.

Na entrevista a seguir, José Fernando conta mais detalhes sobre como sua coleção foi se desenhando a partir da colaboração de cada craque da seleção e explica como o futebol pode ser um exemplo de grande valor para os mais jovens no que se refere à cidadania, ao cuidado com a saúde e a qualidade de vida.

Imprensa SIFUSPESP - Como teve início sua relação com o futebol? Você jogava quando criança e adolescente, assistia a partidas, para que time torce? Que jogador você mais gosta de ver atuar nos dias de hoje e qual craque do passado te traz as melhores lembranças?

José Fernando - Sempre gostei de futebol desde criança, apesar de nunca ter sido um exímio jogador de futebol, mas sempre jogava bola de criança à adolescente. Assistia aos jogos de futebol sempre pela televisão e sou torcedor do Corinthians.

O jogador que eu mais gosto de ver atualmente jogando é o Vinícius Jr, na seleção, pois, remete um pouco ao nosso futebol arte e o craque do passado que eu gostava muito de ver jogar é o Ronaldo Fenômeno.

 

Imprensa SIFUSPESP - Como é acompanhar o esporte diante do cotidiano de rotinas que o trabalho na penitenciária impõe? Costuma jogar com os amigos do serviço?

José Fernando - Às vezes eu assisto os jogos pela TV quando estou de folga e hoje em dia não jogo mais futebol devido ao meu problema nos joelhos.



Imprensa SIFUSPESP - De que maneira a Copa do Mundo e a seleção brasileira se apresentam para vocẽ enquanto auge do futebol, e a partir de que momento ela se tornou parte da sua paixão pelo esporte?

José Fernando - A seleção brasileira representa para mim uma paixão, uma emoção indescritível, pois, como o próprio nome já diz, é uma seleção dos melhores do nosso futebol, representado a nossa nação para o mundo. Sempre acompanhei os jogos da seleção desde a Copa de 82, porém, foi depois da Copa de 94 que minha paixão pela seleção aumentou.

 

Imprensa SIFUSPESP - Quais foram suas primeiras coleções e por que elas são tão valiosas para você? Que sentido trazem para a sua vida?

José Fernando - Sempre gostei de colecionar algo. Quando criança comecei colecionando selos e moedas antigas, depois na fase adulta colecionei relógios, mas depois desisti de ambos. A coleção em si já tem o seu valor por ela mesma, pois, somente um colecionador sabe a representatividade de cada item. O sentido que a coleção traz pra minha vida, é a história de cada conquista alcançada e depois poder contá-la a todos.



Imprensa SIFUSPESP - Como conseguiu chegar até esta camisa da seleção brasileira que exibe com tanto orgulho na parede de sua casa? E de que maneira teve acesso aos craques da seleção que a assinaram? Como foi esse contato?

José Fernando - Eu tinha uma camisa da seleção brasileira e decidi fazer uma lista de “craques dos craques” que jogaram na seleção por praticamente todas as Copas.

Comecei enviando para o Senador Romário pelos Correios e depois, consegui a do Zico através das Redes Sociais (uma pessoa que viu minha publicação e mora no Rio de Janeiro e conhece o craque).

Depois, consegui o mais importante de todos os autógrafos, que é o do Pelé, através de um amigo meu que mora em Santos e tem um conhecido próximo ao Rei do Futebol, me enviando a camisa pelos Correios também.

Na sequência, consegui o autógrafo do Rivellino, Ronaldo Fenômeno, Ronaldinho Gaúcho, Bebeto, Careca, Rivaldo, Cafú, Zagallo, Taffarel, Júnior e Branco, encerrando assim a "saga" pela busca dos autógrafos, sendo que a maioria conseguida pelas Redes Sociais ou pelos assessores dos ex jogadores.

O autógrafo mais inusitado da camisa é o do goleiro Taffarel, pois a camisa viajou na mala da esposa dele para pegar seu autógrafo na Turquia, onde ela iria visitá-lo onde ele trabalhava como treinador de goleiros de um time turco. Após ir ao oriente, ela retornou ao Brasil o filho dele a enviou pelos Correios.

 

Imprensa SIFUSPESP - Que exemplos vocês acham que esses grandes atletas podem passar para a juventude e inspirá-los a ter uma trajetória de sucesso tanto no esporte quanto na cidadania?

José Fernando - Os exemplos de sucesso, tanto na carreira esportiva quanto pessoal, é que pode chegar lá com muito empenho, dedicação e persistência, coisa por exemplo, que tive ao conseguir realizar o meu objetivo e sonho alcançado. O esporte salva vidas que poderiam estar perdidas para as drogas e o crime, bem como, alegra a alma e ajuda a manter o físico e a mente "em dia".

Uma coisa que esse meu projeto me deixou de ensinamento é que podemos sim, conseguir alcançar nossos sonhos, basta persistir, "correr atrás" e nunca desistir. Para alguns, minha camisa é apenas um pano com rabiscos, porém, para mim é um sonho realizado, principalmente em saber que eu não estive (infelizmente), perto do craque na hora do autógrafo, mas ela esteve, ou seja, o conheceu de perto, quando a segurou nas mãos.

 

Imprensa SIFUSPESP - Para finalizar, um palpite. A seleção brasileira chega forte para conquistar o hexa, depois de 20 anos?

José Fernando - Pelo meu palpite eu acredito muito que tenhamos muita chance de trazer o Hexa pro Brasil nessa Copa, pelo que a seleção vem apresentando. Viemos fortes para disputar o título.

 

 

Rivellino, a "Patada Atômica", tricampeão em 70 e que também disputou as Copas 74 e 78

 

Zico, o "Galinho de Quintino", craque da camisa 10 em 82 e 86

 

Exímio defensor de pênaltis, Taffarel foi titular do gol do Brasil em 90, 94 e 98

 

Bebeto, um dos principais nomes do Mundial nos EUA

 

O lateral-direito Cafu, capitão do Penta em 2002

 

Confira no vídeo abaixo reportagem da TV TEM sobre a história do policial penal:

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