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Medida é parte do plano de lutas da Campanha Salarial 2020, além de reação dos policiais penais e demais servidores penitenciários contra a reforma da Previdência do funcionalismo e contra o déficit agravante no quadro de funcionários


Por Fórum Penitenciário Permanente

No próximo dia 18 de março (quarta-feira) começa a Operação Legalidade no sistema prisional de São Paulo, conforme deliberação do Fórum Penitenciário Permanente, formado pelo SIFUSPESP, SINDASP e SINDCOP, em reunião na tarde desta terça-feira (10).

A mobilização é parte do plano de lutas unificado dos sindicatos para a Campanha Salarial 2020. Também é uma reação dos policiais penais e demais servidores penitenciários contra a recém aprovada reforma da Previdência do funcionalismo paulista, e contra o déficit de funcionários que se aprofunda no sistema prisional. Por isso, a operação será mantida até que a categoria tenha as reivindicações atendidas pelo governo estadual. 

A Operação Legalidade consiste no cumprimento estrito das atividades e serviços atribuídos pela legislação, com minúcia e cautela quanto ao tempo de execução. Na prática, significa realizar o trabalho sem os desvios de função, cumprindo exclusivamente o que a lei determina aos trabalhadores e trabalhadoras penitenciários. 

A operação é fundamental para garantir que os servidores penitenciários exerçam o direito de trabalhar com a segurança do que está previsto, por lei, dentro de suas atribuições, sem sofrer pressão e assédio de superiores hierárquicos, evitando processos administrativos decorrentes de atividades que não condizem com as funções dos trabalhadores, explicam os dirigentes do Fórum. 

Os dirigentes do Fórum Penitenciário Permanente ressaltam a importância da categoria aderir à Operação Legalidade e reagir maciçamente contra a perda de direitos, buscando reverter a situação por meio da valorização dos trabalhadores e trabalhadoras do sistema prisional. 

Orientações e plantão jurídico

Para orientar sobre a operação, o Fórum Penitenciário Permanente compartilha três cartilhas digitais com orientações específicas da operação aos Agentes de Segurança Penitenciária (ASPs), Agentes de Escolta e Vigilância Penitenciária (AEVPs) e aos servidores da área meio. Além de seguir as orientações, é imprescindível que a categoria denuncie imediatamente qualquer caso de assédio a um dos sindicatos. 

A Operação Legalidade já tem sido realizada desde início de março no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Caraguatatuba, no litoral norte do Estado. A unidade receberá a visita dos sindicalistas para que os dirigentes confiram a situação dos servidores e definam os próximos passos da mobilização. 

Plantão jurídico 

Caso o servidor precise de apoio e/ou assistência jurídica. Os dirigentes e advogados dos sindicatos estarão de plantão durante a Operação Legalidade. 

SIFUSPESP:  (11) 2976-4160 - Celular/Whatsapp (11) 99339-4320 e (11) 99309-4589
SINDCOP: (14) 3226-3255 e (14) 99748-7006
SINDASP:  (18) 3904-2098 – Depto. Jurídico - Celular/Whatsapp: (18) 99725-9400

Confira o vídeo da convocação:

Além da transferência ilegal do poder policial à mão de obra terceirizada e sem concurso na privatização de presídios, posicionamento do STF garante direito dos concursados às nomeações

 

Por Flaviana Serafim

Para impedir a contratação de mão de obra precária nas carreiras da Secretaria de Administração Penitenciária,  o SIFUSPESP impetrou mandado de segurança preventivo nesta segunda-feira (9) com pedido de liminar ao Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP). O argumento central é que a função do policial penal não pode ser exercida por terceirizados e sem concurso público. 

No documento, o Departamento Jurídico do sindicato aponta as muitas ilegalidades das privatizações em Aguaí, Registro, Gália I e II, como transferir a investidura do poder policial, exclusivo do Estado, à mão de obra de contratações precárias, pois fere o Artigo 37, inciso II da Constituição Federal, além da Lei de Execuções Penais (LEP).

A promulgação da Emenda Constitucional 104/2019, que incluiu a Polícia Penal na Constituição Federal, não deixa dúvidas de que o modelo privatizado do governo estadual não pode ser implementado, destaca o SIFUSPESP ao tribunal. 

Na exposição de motivos ao TJ-SP, o SIFUSPESP ainda recorre ao posicionamento do Supremo Tribunal Federal (STF), em jurisprudência sobre os concursados que reivindicam garantia de nomeação - “havendo vaga e candidatos aprovados em concurso público vigente, o exercício precário, por omissão ou terceirização, de atribuições próprias do servidor de cargo efetivo, faz nascer para os concursados o direito à nomeação”, explica do advogado Sergio Moura, coordenador jurídico do SIFUSPESP. 

No caso dos concursados que aguardam pelas chamadas em São Paulo, estão presentes todas as hipóteses requeridas na jurisprudência para garantia de nomeação "há preterimento de concorrentes em concurso que esteja em vigência, que esses concursados estejam ou não em lista de espera, e que o Estado promova a preenchimento do cargo vago com trabalhador que não se vincule ao Estado por meio do exercício do cargo efetivo", na prática o exercício por nomeação em concurso público. 

No Estado de São Paulo, com a proposta do governo de terceirizar o trabalho dos policiais penais, fica comprovada a existência de cargo efetivo vago, o que reforça o direito dos concursados às chamadas, pontua o documento. 

Por isso, além das ilegalidades ao terceirizar, o sindicato classifica a proposta do governo Doria como abuso de poder diante de “uma privatização açodada e implementada a todo custo, anunciada à iniciativa privada como sendo um produto rentável”. 

O número do processo é 2045347-27.2020 8.26 0000. Para consultar, clique aqui.  

O SIFUSPESP aguarda a análise pelo TJ-SP e divulgará a decisão assim que ocorrer o julgamento pelo tribunal. 

 

Por Flaviana Serafim e Sergio Vieira Cardoso

O deputado estadual Carlão Pignatari (PSDB), líder do governo na Assembleia Legislativa (Alesp) se reuniu na manhã desta terça-feira (10) com representantes dos concursados para Agente de Segurança Penitenciária (ASP) e de Agente de Escolta e Vigilância Penitenciária (AEVP) de 2014, que estão acampados desde segunda-feira (9) na Alesp. 

Os principais pontos da pauta foram as nomeações urgentes pelo governo estadual, com a denúncia da situação precária do sistema prisional devido ao déficit de servidores. Pignatari foi informado sobre a precarização e suas consequências para a segurança nas unidades com muralhas e postos de trabalho desguarnecidos.

Os concursados ressaltaram que, entre 2013 e 2019, o aumento do quadro efetivo foi de 1186 ASP e 560 AEVPs, período em que 22 unidades foram inauguradas. Os números representam 53 ASPs e 25 AEVP’s por unidade, muito abaixo do quadro mínimo designado pela própria Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) e também inferior ao mínimo recomendado pelas Organizações das Nações Unidas (ONU). 

O líder governista também foi informado que o cenário crítico aumenta o número de afastamentos e licenças de saúde devido à sobrecarga de trabalho desumana e ao stress constante a que os servidores e servidoras penitenciários são submetidos. 

Nas palavras do deputado estadual “foi um erro do governo Alckmin“ deixar que o déficit se agravasse de tal forma. Pignatari foi alertado ainda sobre o aumento das tentativas de fuga e de agressões devido ao baixo efetivo, e sobre como tais fatos colocam toda a sociedade paulista em risco.

Foi discutida a implantação dos polos de escolta regionais, que aumentariam a eficiência e a economia para o Estado, além de liberar cerca de 6 mil policiais militares que hoje executam esta tarefa.  Neste ponto, Pignatari admitiu que, em conversa com o coronel Nivaldo Restivo, da SAP, foi informado de que a escolta própria era mais barata e mais eficiente do que a efetuada pela Polícia Militar. 

O líder do governo também afirmou que sabe que a SAP tem condições de formar os candidatos em caso de uma chamada dos concursados, e prometeu se reunir com o Restivo para se informar sobre a falta de efetivo e da situação dos concursados. O deputado pediu o prazo de uma semana para voltar a se reunir com os representantes dos concursados. 

 

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