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Ouvir os funcionários e buscar soluções de suas queixas junto à administração da unidade e à SAP é o objetivo do projeto Diálogo com a base

 

O Sindicato dos Funcionários do Sistema Prisional (SIFUSPESP) continua com sua proposta de vista à todas as unidades do Estado para conversar e ouvir os trabalhadores e por meio disso lutar por uma vida laboral mais digna, o projeto Diálogo com a base. A Regional de Marília do SIFUSPESP, representada por seu diretor de base Luciano Carneiro esteve, nesta quarta-feira (14/03), na Penitenciária de Álvaro Carvalho.

“Tivemos a oportunidade de estar próximos dos funcionários, ouvindo suas queixas, uma a uma, e levando os problemas para as respectivas diretorias, buscando assim uma solução. Além de posicionar-se com representantes dos trabalhadores manifestando que existe uma entidade que tem conhecimento de problemas preocupantes pelos quais eles passam”, afirmou o diretor de base.

 

Dificuldades enfrentadas pelos funcionários

Abaixo estão pontuados os problemas passados pelos funcionários em relação ao dia a dia de trabalho dentro da penitenciária, problemas de organização e problemas estruturais. Também a resposta em relação a cada um deles, dada pelo diretor técnico do presídio, Leonardo Zambrini Fachioli, em reunião que realizada após a conversa realizada com os servidores da unidade.

 

Refeitório interno

Os funcionários pediram a reativação do refeitório interno dos ASPs. O diretor justificou a reativação devido a uma reforma ocorrida no refeitório da administração da unidade, com instalação de ar condicionado e outras melhorias, acreditando que a reativação do antigo refeitório é desnecessária.

Troca de Dejep

Os funcionários queixaram-se da falta de possibilidade de fazer a troca de datas para realização da Dejep, já que imprevistos podem acontecer. Neste caso, o diretor foi irredutível, afirmando que a lista é confeccionada com um mês de antecedência e não pode ser mudada.

Corte de Cabelo dos sentenciados

A diretoria está cobrando um padrão de corte de cabelo para os presos conforme um modelo por ela escolhida. O diretor alega que essa escolha de corte de cabelo pode ser realizada pela administração da unidade, seguindo portaria da SAP.

O SIFUSPESP pleiteará junto a Secretaria uma uniformização de corte em todas as unidades, já que isso é motivo de rixa entre os sentenciados e tem causado transtornos.

O Barracão

Em Álvaro de Carvalho existe um barracão entre os pavilhões e a muralha. Este é local de trabalho dos sentenciados. Diariamente cerca de 50 presos reúnem-se para a confecção de vassouras. Entretanto, a Penitenciária em questão abriga presos de alta periculosidade.

Os funcionários, preocupam-se com a própria segurança e com a segurança da unidade e questionam a existência deste posto de serviço com a lida de materiais que facilmente podem tornar-se armas. O horário crítico é o momento de recolhimento dos presos para as celas, quando os funcionários ficam em situação de maior vulnerabilidade.

Além disso, o barracão não possui ventilação e nem banheiro para os agentes penitenciários, que utilizam coletivamente o mesmo banheiro destinado aos presos. Outra situação que deixa o trabalhador vulnerável.

O diretor do presídio, quando questionado a respeito, garantiu que o risco é mínimo, já que o recolhimento dos presos é feito de maneira organizada, dois a dois, fato contestado pelos funcionários. O diretor também alegou que a operação é supervisionada pelos AEVPs, que ficam nas muralhas observando o procedimento.

Quanto a falta ventilação e banheiro no local, o diretor alegou que já notificou a empresa responsável para que realize as mudanças necessárias.

Sala de descanso

Os funcionários da unidade queixaram-se da retirada do ventilador e do televisor da sala de descanso. O diretor do presídio alegou que os aparelhos queimaram e que existe uma tentativa de providência de recuperação dos mesmos.

 

Prestação de contas

O diretor de base do SIFUSPESP, Luciano Carneiro, observou um fato incomum na portaria que será averiguado pelo sindicato: “Aos funcionários é solicitado que girem no detector de metais, fato que não ocorre em nenhuma unidade prisional. Verificaremos se existe embasamento técnico para tal medida”, afirmou.

 

Esta matéria também é uma prestação de contas aos funcionários da unidade de Álvaro de Carvalho, apresentando o que foi levado à administração da unidade.

“Ainda estaremos presentes averiguando se as reivindicações foram atendidas e buscando soluções junto aos funcionários para os demais problemas”, disse.