Campanha Salarial I - 2001

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No ano de 2001 o estado de São Paulo era governado por Mário Covas, que veio a falecer em março. O vice-governador, Geraldo Alckmin, assumiu o posto e deu continuidade a uma política de arrocho salarial para os servidores e de não negociação com os sindicatos das categorias.

Em 8 de fevereiro, o sistema prisional paulista viveu a sua primeira experiência de mega-rebelião de presos. Uma determinada facção assumiu a liderança e o controle das 29 unidades amotinadas, escancarando a fragilidade do sistema penitenciário paulista.

O SIFUSPESP organizou e liderou uma greve nos dias 04 e 05 de abril, com a adesão (parcial ou total) de servidores de 40 presídios. A reivindicação era por melhores salários e condições de trabalho.

O governador, um tanto quanto truculento e muito inflexível, representado pelo então secretário da SAP Nagashi Furukawa, abriu negociações com o Sindicato viabilizando dentro da pauta de reivindicações a concessão de mais 2 folgas SAP – que, somadas às 9 conquistadas no ano de 96, totalizaram 11.

Grande adepto dos abonos e das gratificações, Alckmin tinha concedido para as carreiras policiais o GAP (Gratificação por Atividade de Polícia) no valor de R$ 100,00 e criado o GASA (Gratificação por Atividade de Suporte Administrativo) no valor de R$ 60,00 para as demais carreiras, incluindo os ASPs.

Nesta negociação com o Sifuspesp, o governador propôs e foi aprovado na ALESP o GSAP (Gratificação de Suporte à Atividade Penitenciária), no mesmo valor pago às carreiras policiais, ou seja, R$ 100,00.

O então secretário Nagashi assumiu o compromisso de elaborar a reestruturação do plano de cargos e salários. O plano de carreira que tínhamos na época fora instituído em 1986 e tornara-se totalmente obsoleto, pois os ASPs demoravam de 12 a 15 anos para conseguirem a tão almejada promoção de níveis. Na verdade, essas promoções ocorriam na maioria das vezes em decorrência de aposentadorias e falecimentos, sendo que os funcionários da chamada LEI 500, quase dois mil na época, não podiam concorrer por força de lei com os demais.

Na Campanha Salarial de 2001, duas das grandes bandeiras de luta da categoria eram APOSENTADORIA ESPECIAL e INCORPORAÇÃO DAS GRATIFICAÇÕES.