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 Palácio dos Bandeirantes também determinou abertura de concurso público para preenchimento dos cargos de Médico e Oficial operacional

 

O governo de São Paulo autorizou a convocação de 371 agentes de segurança penitenciária(ASPs) do gênero masculino, 85 do feminino, e 29 agentes de escolta e vigilância penitenciária(AEVPs). Os servidores são remanescentes do concurso público para essas carreiras realizado em 2013.

Em publicação no Diário Oficial do último sábado, 01/09, a administração Marcio França(PSB) também determinou a abertura de um certame exclusivo para a contratação de 84 novos médicos e 25 oficiais operacionais para atuarem no sistema prisional paulista.

No olhar do SIFUSPESP, essa medida é muito positiva em primeiro lugar porque contempla futuros trabalhadores que há anos ansiosamente aguardam pela chamada, em uma sinalização de estímulo à redução do déficit de funcionários nas unidades prisionais.

Nesse sentido, o sindicato tem atuado junto ao governo do Estado para que todas as chamadas necessárias sejam feitas e todos os concursos já realizados finalizados, com o objetivo de que o déficit seja ao menos reduzido.

A falta de pessoal suficiente para zelar pelo cumprimento das penas por parte dos detentos é um dos maiores problemas enfrentados pelos servidores na atualidade.

O sindicato verificou que no Centro de Detenção Provisória(CDP) de Taubaté só existiam 15 agentes para fazer a segurança de pelo menos 1500 detentos. Na unidade, presos envolvidos em uma rebelião no início de agosto mantiveram servidores reféns durante dias.

Após a rebelião, o SIFUSPESP encaminhou um ofício ao Governador Márcio França e conversou pessoalmente com o deputado estadual Caio França, ambos do PSB. As autoridades prometeram fazer a gestão dos problemas apontados pelo sindicato, e de certa forma a autorização para que novos trabalhadores sejam inseridos no sistema faz parte desse compromisso.

O presidente do Sifuspesp, Fábio César Ferreira, avalia que é necessário continuar a luta , mesmo durante o período eleitoral. “Temos insistido no diálogo com o governador, e vimos que os resultados aos poucos vão aparecendo. Precisamos avançar muito ainda, mas com inteligência e estratégia estamos conquistando respeito e espaço para as necessidades dos trabalhadores do sistema prisional paulista”, avalia.

O sindicato somos todos nós, unidos e organizados. Filie-se!