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Segundo o jornal Folha de São Paulo, Rodrigo Maia acredita que governo Temer não terá 308 votos suficientes para aprovar reforma no dia 20/02


O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia(DEM) teria dito a aliados que a falta de votos suficientes para a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional 287/2016, que institui a Reforma da Previdência, o forçará a retirar o item da pauta da Casa.

O engavetamento poderia ocorrer após o dia 20/02, data estipulada para a votação, já que Maia não pretende marcar uma nova votação porque estaria irritado com as declarações do presidente Michel Temer, que diz “já ter feito sua parte” para a aprovação da PEC.

Segundo o jornal Folha de São Paulo, o deputado federal avisou a aliados que o ônus da derrota ficará para o governo Michel Temer. O parlamentar argumenta que muitos de seus colegas não querem votar favoravelmente a uma pauta impopular - reprovada pela maioria dos brasileiros - sobretudo em um ano eleitoral. As contas do governo alcançaram até o momento apenas 250 votos a favor da PEC, mas seriam necessários 308 para aprová-la.

O recuo de Maia também ocorre após os trabalhadores brasileiros, através de seus sindicatos e movimentos sociais, marcarem para 19/02 um Dia Nacional de Lutas contra a reforma da previdência, o que faria com que a Câmara dos Deputados ficasse ainda mais encurralada às vésperas da votação. Em maio de 2017, a mobilização de milhares de pessoas organizadas em sindicatos e movimentos sociais resultar no adiamento da votação da Reforma.

Para o presidente do SIFUSPESP,  Fábio César Ferreira, que esteve em Brasília no ano passado ao longo das lutas contra a PEC da Previdência, a união dos trabalhadores penitenciários neste momento pode sepultar de vez a proposta.

“A força que demonstramos ao longo dos últimos meses colaborou para adiar a votação da proposta e agora, de uma vez por todas, os deputados podem desistir de levá-la adiante porque sabem do peso que os trabalhadores têm nas decisões que impactam a vida do país. Por esse motivo, não devemos parar de lutar até que a Reforma da Previdência seja arquivada pela Câmara”, explicou o sindicalista.

Como parte dos preparativos para o movimento do dia 19, o diretor de base do SIFUSPESP na Baixada Santista, Rogério Grossi, participa na próxima quinta-feira, 08/01, do encontro do Comitê do Litoral Norte contra as Reformas Trabalhista e da Previdência, que acontece no Sindicato dos Petroleiros de São Sebastião a partir das 19h.

"O momento é de manter-se mobilizado, ainda que haja recuos por parte do governo e de parecer que existe um racha e temor de parte dos deputados da base do governo Temer em apoiar uma medida tão impopular em um momento que a sociedade brasileira já sente fortemente os reflexos da crise econômica e política", adverte Grossi.

O SIFUSPESP alerta sua base para seguir mobilizada, e tem trabalhado para isso por meio do projeto "Diálogo com a base" e de outras iniciativas de organização. O momento é de forte ataque aos direitos dos trabalhadores e daqueles que defendem esses direitos, por isso não podemos recuar nem nos acovardar. Nossa aposta é na organização de base e de ampliação do diálogo direto entre sindicato e esta base.

É mais do que importante entender que direitos são obtidos e mantidos por meio do peso político que cada grupo possui. No nosso caso - categoria de trabalhadores do sistema prisional - é fundamental ter a consciência do cenário atual, mostrar entusiasmo em defender bandeiras coletivas e nossa unidade na base, ajudando um ao outro e contando com o sindicato como ferramenta para enfrentar o gigante da burocracia estatal.

O sindicato somos todos nós, unidos e organizados!