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Movimento acontece nas penitenciárias de Mossoró(RN), Catanduvas(PR), Porto Velho(RO) e Campo Grande(MS) e também reivindica mais segurança para servidores

 

Agentes penitenciários decidiram suspender a partir do dia 20/07 os serviços de escolta para detentos de unidades prisionais federais nos dias e horários em que estiverem de folga. A medida é um protesto contra o não pagamento de adicionais pelo serviço de escolta e também por melhores condições de trabalho dentro dos presídios.

Nesse sentido, os trabalhadores apresentaram ao governo federal uma minuta de Medida Provisória que visa a reestruturação das carreiras desses profissionais, que atuam nas penitenciárias de Mossoró(RN), Catanduvas(PR), Porto Velho(RO) e Campo Grande(MS) e transportam os presos para audiências de custódia em outros Estados.

Os agentes também reivindicam a melhoria de suas condições de segurança, sobretudo após a divulgação, na semana passada, de cartas elaboradas por integrantes do Primeiro Comando da Capital(PCC) encomendando a morte de servidores e de rivais de outras facções criminosas. Entre 2016 e 2017, três servidores de presídios federais, sendo dois agentes e uma psicóloga, foram assassinados por ordem da facção.

Os principais líderes dessas organizações criminosas cumprem suas penas em presídios federais onde os trabalhadores penitenciários responsáveis pela execução penal também querem deixar de exercer as chamadas “chefias informais” das unidades, função que também não é remunerada apesar de a atividade ser prevista em lei.

O Departamento Penitenciário Nacional(Depen) informou que vai utilizar integrantes da Força de Segurança Nacional para fazer as escoltas dos detentos enquanto durar a paralisação dos serviços dos agentes.

 

Paralisação também acontece em Mato Grosso

Também nesta quinta-feira, agentes penitenciários do Mato Grosso farão um movimento paredista de 48 horas em manifestação pelo aumento do efetivo de funcionários no Estado, que segundo o Sindspen-MT precisaria de ao menos mais 800 funcionários, além da criação de um auxílio fardamento.

Os servidores também reivindicam uma política transparente de progressão de carreira e melhores condições de trabalho. A Secretaria Estadual de Justiça e Direitos Humanos afirma que a paralisação não vai afetar os serviços essenciais, como o cumprimento dos alvarás de soltura e a entrega de medicamentos e alimentação.