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No último domingo, 24/09, o Sindicato dos Servidores da Administração Penitenciária do Mato Grosso do Sul (SINSAP) organizou 24h de paralisação em todas as unidades do Estado. Sem respostas do governo para negociação salarial, o próximo passo é a Greve Geral por tempo indeterminado, que já foi aprovada em Assembleia.

A adesão ao movimento paredista foi de 95% da categoria, segundo Luiz Santiago,  presidente do SINSAP. A paralisação repercutiu na imprensa sul-mato grossense, que afirmou que “o clima foi de tensão” nas 24 horas de interrupção de atividades. O maior transtorno gerado foi o impedimento de visitas.

“Mantivemos as atividades essenciais que são a alimentação e os atendimentos médicos emergenciais. Fora isso, paramos todas as atividades e pretendemos fazer novamente, já que estamos há dois anos tentando negociar com o Estado sem nenhuma resolução”, afirmou Santiago.

“Não iremos esperar mais tanto tempo”, disse o presidente do sindicato, que frisa que a categoria busca valorização profissional com melhor estrutura de trabalho e aumento salarial, já que o funcionalismo do sistema prisional do Mato Grosso do Sul possui o segundo salário mais baixo do país.

 

Atentados

Não muito diferente da situação do sistema prisional brasileiro, os presídios do Mato Grosso do Sul estão dominados pelas facções criminosas. Essa também é uma preocupação do SINSAP e um pedido de socorro dos agentes penitenciários.

“Precisamos de uma atenção das autoridades em relação a este grave problema, porque estamos recebendo inúmeras ameaças de morte de detentos ligados às facções. Sabemos que pelo menos sete agentes estão na chamada “lista do Primeiro Comando da Capital (PCC)”, disse Santiago.

O sindicalista relata que durante este ano, cinco agentes foram envenenados com raticida, um sofreu atentado com arma de fogo e um dia após a greve o diretor do presídio de segurança máxima foi ameaçado de morte. Nenhum deles faleceu.

“Não podemos mais esperar que milagres aconteçam. Já enfrentamos a pressão diária de um trabalho de alta periculosidade. Passamos por motins com risco de sermos reféns e morrermos, e ainda estamos sendo perseguidos e ameaçados fora do presídio”, diz o presidente.

O sindicato espera que o Estado se sensibilize em relação às tentativas de homicídio e ameaças de morte por parte das facções criminosas. Esta também é uma reivindicação dos agentes penitenciários sul-mato grossenses.

 

 

SIFUSPESP apoia

O Sindicato dos Funcionários do Sistema Prisional do Estado de São Paulo, representado por seu presidente Fábio César Ferreira, o Jabá, manifesta apoio ao movimento grevista dos companheiros dos SINSAP:

“É essa organização e essa garra que estamos buscando em São Paulo. Mesmo diante de todas as dificuldades que enfrentamos, com a força do funcionalismo do sistema Estado temos potencial para conquistae o que buscamos, desde uma melhor estrutura de trabalho até reajuste salarial. Precisamos estar unidos como outros Estados tem demonstrado estar.”, afirmou Jabá.

 

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