Cintia

Cintia Cristiane dos Santos Monteiro é Psicóloga e realiza trabalho voluntário de atendimento clínico para funcionários do sistema prisional na regional SIFUSPESP da cidade de Taubaté.
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Por Cíntia Cristiane dos Santos Monteiro, Psicóloga

O suicídio é, possivelmente, o ato mais perturbador e intrigante do ser humano. Normalmente, o suicídio está relacionado com a forma de acabar com uma dor emocional insuportável causada por variados problemas, frequentemente considerado como um pedido de socorro. As razões que levam o indivíduo a violar o instinto primário da sobrevivência são difíceis de compreender.

O que acontece no suicídio é que a morte consolida a solução, terminando-a. O suicídio é o ato mais individual do ser humano. Implica um entendimento bio e psicossocial. devemos ter em conta as suas dimensões sociais e biológicas. O isolamento, a sensação de não pertencer a lugar algum têm um peso significativo na decisão suicida.

De acordo com um relatório da Organização Mundial de Saúde (2014), o Brasil é o 4° país com maior crescimento de casos de suicídio na América Latina, com um aumento de 10,4% na última década, e sendo o líder, em números absolutos.

Entre os fatores de risco associados com o suicídio estão: transtornos mentais, como depressão, bipolaridade, esquizofrenia; situações como isolamento ou vulnerabilidade social, desemprego; questões psicológicas, como perdas recentes, problemas na dinâmica familiar; e condições incapacitantes, dor crônica e câncer. Também, o uso de drogas, principalmente cocaína e álcool, aumenta a impulsividade e, com isso, o risco de suicídio por overdose.

Não se justifica olhar o suicida como um doente: ele pode ser apenas alguém cuja angústia encontrou um limite que considera insuportável. Para além deste limite, perde-se a capacidade de raciocinar objetivamente.

Não é bem o desejo de acabar com a vida, mas na intenção de fazer parar a dor que não se pode suportar. Sendo uma forma extrema de comunicar a solidão do sofrimento aos outros, é sempre um tardio pedido de ajuda.

Existem 4 sinais característicos de quem pensa em suicídio, são os 4D: Depressão, Desamparo, Desesperança e Desespero. Podem ser expressos por atitudes, falas ou mudanças bruscas de comportamento. Não se pode ignorar quem está passando por conflitos e pensando em morte: converse, se aproxime, ouça sem julgar. Orientar a pessoa a pedir ajuda profissional, e considerando alertar um parente próximo ou alguém de sua confiança.


Caso seja você que tenha pensamentos assim, não fique sozinho! Quanto mais laços sociais e afetivos as pessoas têm, menor é o risco de suicídio, então não se isole. Conversar sobre os sentimentos é essencial; fale com quem se sentir mais à vontade, procure apoio especializado; se estiver fazendo uso de medicamentos controlados, utilize corretamente a medicação prescrita e não desista: pense em quantas conquistas teve e se concentre para vencer e conquistar mais algumas; aceite ajuda e lembre-se daquela frase famosa, de autor desconhecido: “O suicídio é uma solução definitiva para um problema temporário”.

 

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Cíntia Monteiro, Psicóloga. Atende todas as semanas na regional do SIFUSPESP do Vale do Paraíba, fone: (12) 3629 4471

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